Os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Novo Caged mostram que a construção civil está em movimento ascendente na contratação de mão de obra com carteira assinada. O setor finalizou o mês de maio com 2,430 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o que representa um incremento de 15% no estoque de trabalhadores do segmento em relação a maio de 2020, quando estavam empregados 2,113 milhões.
As informações indicam ainda que – nos primeiros cinco meses de 2021 – a construção gerou 156.693 novos postos de trabalho com carteira assinada. Usando como referência os resultados do Novo Caged, o resultado seria o melhor desde 2012 para o mês de maio. Os números estão fazendo com que os especialistas refaçam as expectativas para o setor, apesar dos entraves previstos no segundo semestre do ano, principalmente em relação à falta e ao custo dos insumos para a construção civil.
Desempenho em maio de 2021 foi o melhor dos últimos oito anos
Os dados do estudo Desempenho Econômico da Indústria da Construção do 2º trimestre de 2021, publicados no final de julho, mostram que o segmento poderá fechar o ano com um crescimento de 4% no PIB especifico, o que seria o maior desde 2013. É importante destacar que as expectativas iniciais no começo do ano eram de um PIB nesse patamar, mas depois foi reduzido para 2,5% em março e agora está novamente estimado para cima.
Uma reportagem do Correio Braziliense aponta ainda que o nível de atividade do setor chegou a 51 pontos em junho, o que seria o melhor desempenho desde setembro do ano passado (51,2 pontos) e também o melhor mês de junho desde 2011, quando o indicador alcançou 51,7 pontos. “O resultado alcançado em junho de 2021 também foi o melhor observado no primeiro semestre do ano e é superior à média histórica do índice (45,6 pontos), com base nos números da Sondagem da Indústria da Construção, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)”, destacou o jornal.