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Boom do delivery: compras online ampliam desafios urbanos

As entregas de compras online na última milha da cadeia do delivery cresceram em 12 meses o que era previsto para 10 anos

14 de janeiro de 2022 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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Um estudo da DHL, empresa global da área de logística, mostra o quanto a eclosão do Covid-19 acelerou as entregas de compras feitas pelo comércio eletrônico na América Latina. Antes da pandemia havia uma estimativa de que a demanda no trecho final de entrega, conhecido como last mile delivery, crescesse 78% até 2030. Os números, no entanto, mostram que esse nível de incremento foi atingido em apenas 12 meses. E o volume trouxe desafios para a infraestrutura da região, principalmente porque a taxa de urbanização na América Latina beira os 80%. A pergunta é: como endereçar o novo desafio.

Intitulado A sustentabilidade ambiental do e-commerce: a América Latina vai aderir à revolução?, o estudo responde a questão ao avaliar que o crescimento do e-commerce pode estimular a região a incorporar práticas ambientais melhores. 

Compras online emitem menos poluentes

O primeiro ponto vem da pesquisa do MIT Real State Innovation Lab, o qual indica que as compras online geram 36% menos emissões do que as compras realizadas em uma loja física. E mais: o estudo identifica as principais áreas de transformação e ações que contribuem para diminuir o impacto no meio ambiente, além de destacar a posição-chave em que a região se encontra para construir seu caminho no e-commerce sustentável.

O levantamento, que foi produzido em coordenação com o Conselho das Américas, uma organização internacional com foco no desenvolvimento econômico e social das pessoas, incorpora o conhecimento de executivos das unidades da DHL Supply Chain e DHL Express na América Latina. 

Com o background adquirido, eles sugerem a incorporação de novas tecnologias, incluindo big data, análise preditiva e inteligência artificial, além do uso da robótica, para fornecer eficiência sustentável em seis áreas principais: soluções para last mile, embalagem, economia circular e logística reversa, agenciamento de carga, armazenagem e supply chain.

Entre as transformações que estão sendo realizadas na América Latina, destacam-se: o uso de bicicletas e de veículos elétricos; a integração de algoritmos para a redefinição do design de embalagens; softwares de gestão de inventário, bem como edifícios inteligentes, que economizam até 45% de energia em um período de cinco anos. 

Outra frente é a adoção de mais de 200 veículos híbridos e elétricos na América Latina, contribuindo para a redução da geração de CO2, bem como para as operações de armazéns com certificação LEED tanto no Brasil como no México.

Segundo Mirele Mautschke, CEO da DHL Express, houve um grande crescimento do e-commerce no Brasil durante a pandemia, o que aumentou a demanda por qualidade e eficiência. “Passamos a investir em soluções inovadoras em prol do meio ambiente, principalmente no last mile. Planejamos introduzir 10 veículos elétricos em 2022 e outros 35 em 2023 e esse é só o início da nossa jornada sustentável,” explicou.