Construções sustentáveis no Brasil: país é o quinto em ranking mundial

Construções sustentáveis no Brasil ultrapassam 1,2 mil unidades, desde a concepção do projeto até a operação.

27 de maio de 2022 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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O Brasil é o quinto país com mais construções sustentáveis no mundo, segundo o United States Green Building Council (USGBC). O ranking, que leva em conta 180 países, é formado a partir de uma análise que envolve desde projetos em estágios iniciais até a operação de empreendimentos imobiliários. 

De acordo com a entidade, as construções sustentáveis no Brasil já ultrapassam 1,2 mil unidades. Entre as construções sustentáveis brasileiras, 641 têm o certificado de Liderança em Energia e Design Ambiental, também criado pelo USGBC, e que também vale no Brasil. 

São Paulo/SP tem o maior número de selos verdes, somando 42 ao total. Em segundo lugar vem Curitiba/PR, com 24 edificações certificadas em vários níveis, segundo dados do Ranking Casa & Condomínio, elaborado pelo Green Building Council Brasil (GBC). 

Construções sustentáveis no Brasil e os certificados verdes

O LEED, certificado aprovado pelo USGBC no Brasil, é um dos muitos certificados internacionais de sustentabilidade para o setor, que tem contribuído para uma redução de, em média, 40% da água, 35% das emissões de CO², 30% da energia e 65% dos resíduos em novas construções e grandes reformas. 

Outras certificações também servem para atestar a eficiência dos empreendimentos, como o BREEAM, o alemão DGNB e o suiço Minergie, que ajudam as edificações a validarem suas práticas sustentáveis. 

Os certificados fornecem informações sobre o impacto ambiental dos edifícios, tanto na sua construção quanto no seu uso, e analisam desde o uso de água e energia, quanto à forma como a infraestrutura que a edificação possui ou terá para o descarte de lixo feito pelos moradores do espaço.

“Ter empreendimentos validados por órgãos terceiros é muito mais valioso e transparente do que simplesmente divulgar que é um ativo sustentável”, disse o professor Carlos Alberto Cioce Sampaio, em entrevista ao portal XV Curitiba. Para ele, “os dados são expressivos e o ranking confirma a tendência brasileira em se empenhar nas práticas ESG”, disse.