A adoção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), uma série de 17 iniciativas propostas pela ONU, deve ser impulsionada no período pós-pandemia, segundo Thaís de Morais Souza. Especialista em Sustentabilidade da MRV, ela defendeu esse ponto de vista em matéria no site brasileiro do Pacto Global. Thaís também destacou que os ODS, criados no final de 2015, estão mais conhecidas atualmente e sendo impulsionadas pelas corporações, com destaque para o setor financeiro, e pelas agências reguladoras.

“A pandemia veio mostrar a todos como a atuação com relação às mudanças climáticas era importante”, disse ao site do Pacto Global. “Há muito ainda a se fazer, mas pelo menos esse movimento já começou”, completou Thaís.

Ela também destacou a relação direta dos ODS com outra sigla que vem sendo cada vez mais conhecida, a ESG, que traduz as iniciativas de ambientais, sociais e de governança. “O ESG é uma nomenclatura que foi criada pelo mercado, que nada mais é do que a sustentabilidade que já conhecemos, e que está dentro dos ODS”, resumiu.

Visão 2030 MRV demonstra alinhamento dos ODS

Thaís detalhou ainda o Visão 2030 MRV, documento da companhia que faz a análise dos impactos, positivos e negativos das atividades, com a correlação das metas dos ODS. Para a especialista, o processo de adoção aos ODS é complexo e exige mudanças na estrutura de atuação da companhia. Segundo ela, não basta afirmar que existe alinhamento com as metas e indicadores ligadas aos ODS, mas as empresas precisam mostrar os resultados desse alinhamento. Os ODS são estratégicos ao ponto que permitem, na avaliação de Thais, o uso em estudos prévios para determinar se as empresas possuem ou não condições de atingir as metas determinadas pelos Objetivos para uma contribuição direta e indireta dos indicadores para a sociedade através de análises de impacto das suas atividades.

“No caso da MRV, começamos a trabalhar com os ODS em 2016 – buscando entender o tema e amadurecê-lo dentro da empresa, a ponto de dispor de uma estratégia própria”, argumentou. “Para conscientizar as equipes, realizamos uma série de workshops, atividades de sensibilização e ações de disseminação de informações”, disse.

As iniciativas foram diversificadas justamente para atender os públicos internos, que vão desde colaboradores que atuam diretamente nos canteiros de obras até profissionais em lojas e nos escritórios. “Sempre buscamos trazer os ODS à realidade das pessoas, mostrando não apenas o seu impacto no trabalho, mas também em seu dia a dia”, finalizou.