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Mudança climática: o custo de não fazer nada pode ser de US$ 178 trilhões

Já a descarbonização pode adicionar US$ 43 trilhões na economia até metade do século 21

20 de julho de 2022 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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Quanto custa ficar parado com relação à mudança climática? A consultoria Deloitte respondeu essa questão em novo relatório: US$ 178 trilhões. Esse é o valor de quanto a economia global pode perder até 2070, caso continue com os mesmos modelos de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) e poluição que segue hoje.

“Os custos humanos seriam ainda maiores: falta de alimento e água, perda de empregos e piora nas condições de saúde e bem-estar são efeitos da mudança climática”, indica o relatório. A consultoria prevê que, caso o “modus operandis” das companhias e da população siga na mesma direção, o aumento médio da temperatura da terra será de 3°C. A rapidez do aquecimento global pode ser ainda maior nas próximas décadas, diz  Deloitte. E há um custo gigante a cada vez que a temperatura aumenta 0,1 °C, o que torna a mudança mais difícil.

O outro lado

Já a descarbonização da economia até 2050 poderá levar a um acréscimo de valor na ordem de US$ 43 trilhões até 2070. A transição para o modelo “zero carbono” traria mudanças fundamentais na estrutura do crescimento dos países, bem como mudaria a base das premissas econômicas. A maioria dos modelos econômicos não leva em conta os custos totais da inação climática. “Como o clima mudou, nossa economia também precisa mudar”, escrevem os autores do relatório. 

Peso financeiro da emergência climática

Os efeitos serão sentidos mais em algumas regiões do que em outras. As Américas, por exemplo, devem acumular US$ 36 trilhões em perdas monetárias até 2070. Já a economia asiática pode perder US$ 96 trilhões. A Europa pode perder US$ 10 trilhões. E a África e o Oriente Médio, que ficam em espaços mais vulneráveis a alterações climáticas, podem ter uma perda de US$ 40 trilhões em suas economias.

O pior cenário apontado pela Deloitte é brutal também com os habitantes desses espaços. Há projeções de aumento dos oceanos, levando à perda de espaços agrícolas e de cidades, redução na agricultura devido a ondas de calor ou de frio muito intensas, além de diminuição brutal na produtividade de setores clássicos da economia, como indústria de transformação e serviços. 

De mudança climática para mudanças do bem

Esse não precisa ser o futuro da Terra, explica a Deloitte. Uma revolução “verde” precisa acontecer nos próximos 50 anos para não só reverter o cenário de prejuízo, como também gerar um saldo positivo.   
A aplicação de tecnologias de descarbonização (veja aqui o exemplo de Oslo) desde agora levará a economia para um “ponto de virada” em 2050. Políticas públicas para apoiar a transição energética e a ação combinada dos países também serão essenciais para que, em 2050, o mundo passe a florescer. Apenas nas Américas, o PIB tem potencial de crescer US$ 3 trilhões até 2070.