foto zgf.com

Um prédio feito para durar 500 anos

Prédio de uso misto, que conta com escritórios e espaços para moradia, foi desenhado e construído para durar mais de cinco séculos.

30 de junho de 2022 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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Catedrais, universidades e até pubs mostram que uma construção pode durar milênios. No Japão, por exemplo, tem um hotel-spa que está em pé há 1,3 mil anos. Mas, uma obra feita hoje em dia pode durar esse tempo todo? Construtores da cidade norte-americana de Portland colocaram isso à prova em um prédio de uso misto.

O edifício feito pela PAE Engineers foi feito para não só durar, como também ficar intacto pelos próximos 500 anos. O prédio, que conta com escritórios e espaços para moradia, foi projetado especialmente para a durabilidade.

No prédio durável, resiliência está em primeiro lugar

Para ser durável, o prédio precisa resistir aos choques do clima. Entre eles: terremotos e mudanças de temperatura. Tanto a estrutura quanto a forma foram pensadas para esse tipo de resiliência. Segundo os criadores, o prédio foi feito para oscilar menos durante um possível terremoto, com paredes mais grossas e feitas de alvenaria durável.

O projeto de Portland conta com janelas e isolamento que garantem a resistência a alterações na temperatura. Além disso, o prédio tem uma cisterna para armazenar água da chuva, sistema de painéis fotovoltaicos e baterias para permitir que o edifício se mantenha por até 100 dias sem estar ligado à rede elétrica oficial.

Escolhas e renúncias

A meta de tornar o edifício durável por meio milênio também levou a mudanças no projeto principal. A ideia inicial era que o terraço todo da construção fosse aberto para as pessoas usarem como um lugar para realizar happy hour ou apenas aproveitar a vista. Mas o design teve que dar lugar à resiliência. Afinal, um terraço todo aberto não poderia ter um sistema de absorver água e energia solar.

Para o presidente da PAE Engineers Paul Schwer, o planejamento em torno da resiliência climática, e pensando em um horizonte de tempo bem maior do que o comum, vai se tornar uma “fórmula básica para os desenvolvedores construírem em cidades”.