Anac autoriza entregas via drones feitas por iFood

Drone de entregas é feito com tecnologia brasileira e é primeiro passo para uma nova modalidade de transporte de cargas.

16 de fevereiro de 2022 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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O delivery por drones já é realidade no Brasil. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a companhia Speedbird Aero a fazer entregas usando drones para o iFood.  A autorização é a primeira no País e, mesmo que de maneira inicial, abre as portas para uma nova modalidade de transporte de cargas em espaços urbanos. 

A aeronave, do modelo DLV1-NEO, poderá levar cargas de até 2,5 quilos em uma distância inicial de até 3 quilômetros. A altura permitida para os drones é voar entre 30 metros  e 120 metros. Além disso, os drones estão autorizados a levar os pedidos de uma área específica para pousos e decolagens dos aparelhos – o droneport – para o lugar onde o entregador do iFood pegará os produtos. Dessa forma, o delivery vai ser finalizado ainda em terra. “Nossa proposta é deixar o drone fazer a parte arriscada e colocar o motoboy para fazer o último trecho. Ele não vai precisar correr para o meio da cidade para entregar um hambúrguer do outro lado. O objetivo do drone é tirar esse grosso”, explicou o CEO e cofundador da Speedbird Aero Manoel Coelho, em entrevista ao G1

Delivery via Drones: tudo em cinco minutos

“É o início de uma mudança que agilizará as entregas com o uso de um modal aéreo em parte das rotas”, disse o head de logística e inovação no iFood Fernando Martins, em comunicado à imprensa. Atualmente, o iFood conta com algumas experiências feitas usando os drones como aparelho de entrega com resultados impressionantes. Por exemplo, em dezembro do ano passado, o app fez uma entrega de Aracaju até Barra dos Coqueiros, percorrendo 2,8 quilômetros em 5 minutos e 20 segundos, em um trajeto que estimava durar entre 25 minutos e 55 minutos por via terrestre. Além disso, em um outro teste feito em Belo Horizonte o tempo de entrega de 40 minutos foi reduzido a cinco minutos. Com esse tempo menor, o foco é agilizar também o dia a dia dos motoboys e, de certa forma, reduzir a emissão de carbono. “A diminuição dos tempos de entrega, a redução de custos e das emissões de poluentes e a otimização do tráfego terrestre são apenas alguns dos benefícios dessa atividade inovadora, que decola hoje no Brasil com a autorização concedida pela ANAC ao DLV-1 NEO”, disse Coelho  em entrevista ao Convergência Digital. De acordo com ele, serão transportados comidas, bebidas, produtos de mercados e documentos, mas em entrevista ao G1, o executivo comentou que a empresa já realiza estudos para demonstrar a “segurança aeronáutica” para transportar materiais biológicos como remédios, vacinas e amostras de sangue, o que serviria para melhorar as condições de acesso de comunidades distante a itens essenciais.