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Áreas verdes agora têm tecnologia como aliada

Ferramentas conseguem ajudar a controlar e também a analisar quais são os espaços urbanos que mais se beneficiam de áreas verdes.

28 de julho de 2022 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os espaços urbanos tenham tipos diferentes de áreas verdes: as selvagens e as “controladas”. Construir áreas verdes, no entanto, tem sido o desafio das cidades pelo mundo. Alguns grandes centros urbanos levam árvores e grama para locais remotos, como é o caso da High Line, em Nova Iorque. 

Uma resposta a esse desafio está no uso da tecnologia. Na cidade do futuro, parques e bosques convivem com os prédios. E todos eles podem ser planejados e monitorados pela tecnologia. Assim, cada vez mais, as cidades super tecnológicas se parecem com florestas. E não se trata de cenários hightech de filmes de ficção científica. 

Florestas urbanas inteligentes

A tecnologia pode ser uma ferramenta essencial para planejadores urbanos determinarem onde o redesenho da paisagem verde será melhor empregado. Essa “internet da natureza” pode monitorar a saúde do solo, medir a poluição do ar ou garantir que as florestas urbanas sejam adequadamente hidratadas. 

Nas chamadas “florestas urbanas inteligentes”, monitoradas por sensores e remodeladas em um espaço digital em 3D, os sensores são uma forma dos municípios entenderem quando devem ou não fazer as manutenções necessárias às áreas verdes, bem como entender quais são as variedades de plantas que crescem melhor nas diferentes regiões.

Áreas verdes tecnológicas têm dados compartilhados 

O uso de plataformas de dados abertas e o maior envolvimento do público também favorecem o aumento de áreas verdes. Os planejadores podem coletar várias perspectivas da população em geral usando um aplicativo, por exemplo, enquanto também usam tecnologia digital para mapear e aumentar a biodiversidade urbana e garantir que as áreas verdes sejam colocadas onde alcançarão a máxima eficiência.

Um exemplo disso é a iniciativa de pesquisa Treepedia, lançada em 2016 pelo Senseable City Lab do MIT. A Treepedia pretende aumentar a conscientização sobre as florestas urbanas por meio do uso de técnicas de visão digital baseadas em imagens do Google Street View.

No lugar de focar nos parques e praças, a Treepedia se concentra em fazer um mapa de árvores de ruas em várias cidades ao redor do mundo. A principal razão é que os pedestres são mais propensos a ver as árvores nas ruas sem planejar, enquanto a maioria das pessoas nos parques fez uma escolha ativa de estar lá. Usando uma biblioteca de código aberto, Treepedia possibilita ao público calcular a quantidade de cobertura de árvores para sua própria cidade ou região.

Se os planejadores urbanos se tornarem mais conscientes do potencial da tecnologia digital, os espaços verdes urbanos deverão ter um futuro brilhante, verde e com muita sombra para todos.