Espaços públicos inclusivos

Com superquadras, Barcelona inspira americanos por espaços públicos inclusivos

Barcelona é modelo de acesso inclusivo a parques de qualidade, segundo pesquisadores do Urban Institute

1 de dezembro de 2021 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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O acesso a espaços públicos de qualidade pode trazer vários benefícios econômicos, ambientais e para a saúde física e mental. É o que apontam os pesquisadores Kimberly Burrowes e Joseph Schilling, do Urban Institute. Eles são autores do artigo From Streets to Citizen Spaces‘, que faz parte de um projeto maior para identificar exemplos internacionais que contemplem uma recuperação inclusiva da pandemia de coronavírus. Uma das iniciativas listadas vem de Barcelona, na Espanha, com o seu modelo de superquadras.

Segundo os pesquisadores norte-americanos, as superquadras foram concebidas como uma forma de atender à demanda por espaço público, reduzindo o tráfego e reaproveitando as ruas. Em 2016, Barcelona começou a implementar o programa como parte de uma mobilidade mais ampla, dentro de um plano que melhorou o acesso equitativo aos espaços verdes. Os elementos-chave do programa incluem design intencional para promover caminhadas a pé e uma abordagem abrangente, que inclui vários elementos de bem-estar ambiental e social. Além disso, inclui o engajamento comunitário colaborativo e inclusivo.

Para incentivar a adoção do modelo espanhol, os pesquisadores destacam as vantagens, a começar pelo fato de as comunidades poderem aproveitar as lições das inovações temporárias do espaço urbano que ocorreram durante a pandemia. “Em vez de passageiros, elas podem agora tornar-se projetos permanentes e de sucesso”, dizem eles.

Espaços públicos inclusivos dependem de iniciativas verdes

Stephanie Braconnier / Shutterstock.com

Outra iniciativa para a formação de espaços públicos inclusivos é o alinhamento de políticas de transporte público e de uso da terra, de forma a construir espaços públicos diferenciados. As iniciativas mais verdes também podem, na avaliação deles, estimular comunidades mais resilientes, inclusive com a redução da poluição sonora e atmosférica e com a gestão mais acentuada do escoamento de águas pluviais.

“As superquadras oferecem uma abordagem para recuperar ruas para as pessoas e produzir áreas comunitárias populares, com benefícios sociais e ambientais tangíveis”, diz o artigo elaborado pela dupla do Urban Institute.  

De acordo com eles, embora o modelo completo de superquadras possa não funcionar em algumas cidades, parte dos elementos, como o forte envolvimento da comunidade, são viáveis em quase todas as localidades urbanas da América. Nos Estados Unidos, particularmente, o foco estaria nos milhões de americanos de baixa renda e que não têm acesso suficiente a parques de qualidade e áreas verdes.