moradia e transporte público

Britânicos cruzam dados para integrar moradia e transporte público

Banco de dados cruza o desenvolvimento imobiliário à oferta de transporte coletivo, ajudando o mercado de construção e a comunidade local

2 de dezembro de 2021 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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A construção de moradias próximas às estações de transporte público é um desafio no Brasil e em outros países. Os britânicos estão resolvendo o problema ao usar recursos de bancos de dados para localizar terrenos disponíveis em locais que contemplem rotas de trens. A iniciativa acontece em cinco cidades do Reino Unido (UK) para apoiar o desenvolvimento residencial e condensa dados que podem minimizar a crise imobiliária que afeta as grandes cidades. A plataforma foi criada em 2019 e está ativa.

A informação vem do Centre for Cities, uma organização não governamental (ONG), cujo relatório mais recente, o Homes on the Right Tracks, estabeleceu planos para construir mais de dois milhões de casas perto das estações de trem em Greenbelt, com conexões rápidas para muitas das maiores cidades da Grã-Bretanha. Com base neste trabalho, os especialistas Paul Cheshire e Boyana Buyuklieva identificaram exatamente quais estações em Londres, Manchester, Birmingham, Bristol e Newcastle são adequadas para o desenvolvimento imobiliário com moradia e transporte público nas proximidades.

Desenvolvimento imobiliário para moradia e transporte público pondera áreas verdes

Primeiro, eles excluíram todas as terras do cinturão verde (Greenbelt) classificadas como locais de interesse científico especial, áreas de grande beleza natural, parques nacionais e outros locais de valor especial. A dupla também descartou todas as estações de transporte que estão dentro dos limites urbanos do Greenbelt por mais de 800 metros. O resultado foi um banco de dados interativo, com informações das cinco cidades e das estações de transporte que podem ser vetores do desenvolvimento residencial.

Para cada estação de transporte regional, há uma área total em hectares para terras dentro de 800 metros, que atualmente é classificada como: arável ou horticultura, floresta ou pastagem que não é protegida de outra forma. A primeira coluna do banco de dados mostra o total desses três, portanto, a área total de terreno ‘edificável’. As informações devem ajudar os empreendedores e a área pública a atender o desafio de construir pelo menos 300 mil novas casas por ano no Reino Unido.