Central Park terá centro de pesquisa sobre mudanças climáticas

Iniciativa mostra o potencial que os parques têm para a sustentabilidade, em um cenário em que a perda da natureza e da biodiversidade pode colocar em risco até 44% do PIB das cidades.

24 de fevereiro de 2022 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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Além de ser cenário de filmes e séries, o Central Park, em Nova Iorque, agora passa a ser um centro de pesquisas com relação ao meio ambiente. Trata-se do Central Park Climate Lab – um espaço voltado para estudar as mudanças climáticas no âmbito urbano.

Criado a partir da parceria entre algumas agências ambientais de Nova Iorque com a Universidade de Yale, o laboratório vai captar informações de como as mudanças ambientais estão afetando o ecossistema dos parques. Os dados servirão como base para a criação de estratégias e políticas públicas de enfrentamento da crise climática e também de sustentabilidade.

Parques são termômetros das mudanças climáticas

A iniciativa surgiu quando o Fórum Econômico Mundial destacou em relatório que a perda da natureza e da biodiversidade pode colocar em risco até 44% do Produto Interno Bruto (PIB) das cidades. De acordo com os fundadores, os parques são o “primeiro termômetro” das mudanças climáticas das áreas urbanas. Neles é possível observar o efeito das chuvas em excesso, ou da falta delas, das frentes frias fora do normal e também das temperaturas mais altas que as de costume para cada época. Além disso, nos parques ficam parte importante da biodiversidade urbana, assunto considerado crítico quando falamos do ODS 11 – um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos em forma de pacto global pela Organização das Nações Unidas (ONU), que trata a respeito de cidades e comunidades sustentáveis.

Em entrevista ao Smart City Dive, o diretor de pesquisa e projetos especial do Central Park, Salmaan Khan, ressaltou a importância dos parques como um espaço estratégico para as regiões metropolitanas. “Historicamente, as pessoas viam os parques como o que você chamaria de ‘bom de ter’, algo que não estava no mesmo nível de infraestrutura de estradas. Na realidade, os parques são infraestrutura e, à medida em que avançamos em direção ao futuro, onde as mudanças climáticas são cada vez mais um problema, eles serão tão essenciais para lidar, lutar ou trabalhar contra as mudanças climáticas quanto qualquer outra parte de infraestrutura”, disse Khan.

Por todas essas razões, a ideia da Universidade de Yale é levar o modelo para outros parques dos Estados Unidos, usando esses espaços como laboratórios de experimentação das cidades a céu aberto.