Cidades devem se unir contra mudanças climáticas

Redes e colaborações entre cidades diferentes dá escala para os programas de mitigação da mudança climática

Por Redação em 27 de abril de 2023 3 minutos de leitura

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Uma cidade só não combate as mudanças climáticas. Já um conjunto delas, com prefeitos e políticas públicas alinhadas, podem ter uma chance em reduzir os efeitos negativos do caos climático. A cooperação é benéfica especialmente para cidades e municípios menores.

Seja em forma de redes mais organizadas de cidades globais ou até mesmo conexões diretas entre municípios, a cooperação entre os ambientes urbanos pode mudar o jogo para os cidadãos. “Ainda há muito trabalho a ser feito para combater as mudanças climáticas e cumprir as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. Mas também está claro que será muito mais complicado se empresas, organizações, cidades e países trabalharem em bolhas, afirmou Pru Ashby, a chefe de sustentabilidade da companhia de desenvolvimento internacional London & Partners em artigo publicado na Fast Company Brasil

C40: prefeitos contra as mudanças climáticas

Foto: © Juan Pablo Barrientes / C40

Uma das iniciativas de cooperação entre cidades é o C40 da Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne os prefeitos de 96 megacidades globais com ações relacionadas à mudança climática. Ao fazer parte do C40, os municípios se comprometem a ter planos climáticos atualizados e ativos. No Brasil, São Paulo, Curitiba, Salvador e Rio de Janeiro fazem parte do C40. 

A “coalizão de prefeitos” trabalha para que as metas climáticas sejam atingidas e uma das formas mais simples é unificando os dados ambientais que os municípios divulgam. “Três quartos das cidades C40 estão agora diminuindo suas emissões per capita em um ritmo mais rápido do que seus próprios países, enquanto ações de alto impacto implementadas por cidades C40”, informou o relatório anual de 2022 da C40.

Se juntar traz resultados práticos: houve melhora de 5% na qualidade do ar nas cidades do grupo em 2022. “Portanto, 150 milhões de residentes em todo o mundo agora se beneficiam de um ar mais limpo”, indica o documento. Os prefeitos trocam experiências e conseguem acessar a tecnologias que outros municípios já testaram.

No final do ano passado, os prefeitos do C40 anunciaram que desenvolveriam programas e iniciativas coletivamente para impulsionar a criação de 50 milhões de empregos verdes adicionais até 2030. Além disso, eles anunciaram investimento recorde no Sul Global, projetados em US$ 1 bilhão.

Veja também o episódio 10 do podcast Habitability:

Cidades unidas

As menores cidades também podem participar de uma coalizão local. É o que os municípios de Oakland Park e de Wilton Manors, no sul da Flórida, mostram. Ambos seguem um modelo de ação climática em conjunto. 

Embora a meta de redução de emissões não seja suficientemente ambiciosa para estar alinhada com o Acordo de Paris (as cidades almejam uma redução de 10% nas emissões em dez anos), o plano se concentra na adaptação às crescentes ameaças de calor, inundações e aumento do nível do mar. “Posicionados no litoral em uma das partes do mundo com maior risco de aumento do nível do mar, Oakland Park e Wilton Manors podem ser particularmente vulneráveis às mudanças climáticas. Ao combinar nossos esforços de planejamento, esperamos alavancar nossas finanças municipais e infraestrutura de água compartilhada e sistemas de transporte para agir de forma mais rápida e inteligente”, disse Albert Carbon, diretor de obras públicas da Cidade de Oakland Park, como publicado pelo C40 Knowledge Hub

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