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Desenvolvimento sustentável, de fato, exige integração

Programa do ICLEI para 2022, que visa ao fortalecimento do desenvolvimento sustentável mediando poder público, iniciativa privada e conhecimento, ganha primeira adesão empresarial, da MRV .

18 de março de 2022 - 3 minutos de leitura

Autor: Redação

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O grito do Planeta por socorro não deixa dúvidas: a necessidade de mudança é certa e urgente. No entanto, a complexidade da questão demanda integração, informação e conhecimento. Não bastasse a grandiosidade do tema, cidades sustentáveis envolvem também mudanças culturais, de cada indivíduo e das organizações, sejam públicas ou privadas. Como afirmou o Secretário Executivo do ICLEI América Latina Rodrigo Perpétuo em entrevista ao Habitability, “a grande verdade é que ninguém dá conta da complexidade contemporânea sozinho. Não adianta querer encontrar culpados, porque ninguém, nem o setor público ou o privado vai dar conta de promover as mudanças sozinhos. A responsabilidade passa por todos os setores. No fundo, trata-se de uma agenda de mudança cultural”. É nessa integração que o ICLEI aposta, fazendo  mediação entre o setor público e o privado, com o objetivo de gerar consciência, apropriação e compromisso, além de orientar e apontar alternativas para problemas atuais.

Uma dessas iniciativas é o Programa Anual de Parceria, uma chamada nacional de patrocinadores e parceiros para a série de encontros a serem realizados junto aos associados da organização, com foco no desenvolvimento urbano sustentável. Neste mês de março, o programa teve sua primeira adesão da iniciativa privada: a MRV. 

Entre os principais objetivos da parceria está o fortalecimento do desenvolvimento urbano sustentável nos territórios em que ambas atuam. A primeira ação conjunta é a realização do I Encontro Nacional do ICLEI Brasil, realizado de 16 a 18 de março, no Recife/PE. Outros eventos, projetos e ações estão programados para ocorrer ao longo de 2022.

Para Perpétuo, a parceria é uma aliança importante e estratégica. “Por certo, esta aliança vai gerar dinâmicas favoráveis às cidades associadas e àquelas onde a MRV, atualmente, tem operações”. O ICLEI reúne mais de 2,5 mil governos em mais de 130 países. Na América do Sul, tem mais de 100 governos associados. A MRV, por sua vez, atua em mais de 160 cidades apenas no território brasileiro. “Portanto, estamos falando de uma parceria que tem o objetivo de gerar impacto real nas dinâmicas de desenvolvimento territorial e urbano em cidades da região”, argumentou.

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Para a MRV, segundo o gestor executivo de Relações Institucionais e Sustentabilidade José Luiz Esteves, a parceria representa uma sinergia importante para o avanço da agenda ESG da companhia no Brasil. “Essa união vai fortalecer as ações da MRV e do ICLEI em todo o território nacional. A troca de informações e experiências vai contribuir muito para potencializar os resultados dos projetos que ambas desenvolvem”.

Tendo a sustentabilidade como um pilar essencial para o desenvolvimento de seu negócio, a MRV já integra, pelo sexto ano consecutivo, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 e é apoiadora da Rede Brasil do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU). Seu presidente, Eduardo Fischer, é um Líder com ImPacto, que possui a missão de engajar demais lideranças a tornarem suas empresas mais sustentáveis, tendo como norteador estratégico a Visão 2030 MRV. O documento alinha as operações da empresa aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Dessa forma, a sustentabilidade está inserida em todas as etapas do desenvolvimento das moradias, desde a escolha do terreno para a construção dos empreendimentos, relacionamento com vizinhança de obras, técnicas inovadoras de construção até a entrega das chaves para moradores que terão itens como energia solar ou dispositivos para economizar água, garantindo economia de recursos naturais. 

Somente em 2021, mais de R$ 240 milhões foram investidos em obras de acessibilidade, mobilidade, segurança, lazer, saúde e educação. Isso inclui a abertura e pavimentação de ruas e vias, revitalização de espaços públicos, construção de estações de tratamento de água e esgoto, de escolas, quadras esportivas, postos de saúde, entre outras execuções feitas de forma espontânea ou por meio de parcerias público privadas. Nos últimos 12 anos, já foram investidos mais de R$ 1 bilhão em ações desse escopo.

A companhia também investe no plantio de árvores. Apenas em 2021 foram mais de R$ 7 milhões, que garantiram a compra de 170.006 mudas. Desde 2010 já foram plantadas mais de 1,76 milhões de árvores em todo o país, o que equivale a 853.337,28 toneladas de CO2 removidos da atmosfera.