impressao 3d

Escola em impressão 3D é finalizada em Madagascar

Feita pela organização Thinking Hats, edificação é feita de cimento e materiais de origem local.

4 de agosto de 2022 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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A primeira escola em impressão 3D foi finalizada e já recebeu alunos. Construído por iniciativa da Thinking Huts – organização não-governamental voltada para a educação – o prédio fica na cidade de Fianarantsoa, em Madagascar, e servirá de modelo para novas construções de escolas no país.

Apelidada de Bougainvíllea, a construção é um anexo da universidade local e já está sendo utilizada para aulas da faculdade de engenharia. A ideia é que a Bougainvillea, ou “Hut v 1.0”, seja replicada em cidades de localização mais remota e áreas rurais de Madagascar.

Colmeia em 3D

O prédio foi inspirado no design de colméia e contará com módulos de salas de aula independentes. Cada módulo acomoda até 20 crianças e comporta uma série de maneiras diferentes de se colocar cadeiras e lousa. Há também espaço para biblioteca, área de leitura, mesas e cadeiras de lousa, dois banheiros individuais, pia compartilhada e depósito. Os módulos ainda podem ser facilmente adaptados para outros usos, como estúdio de dança, marcenaria e até para habitação.

Reprodução: Site Thinking Huts

As paredes impressas em 3D da escola de Madagascar consistem em uma mistura de cimento que resiste à pressão ambiental (Veja aqui o projeto de uma construção feita de cacau e este feito de barro). Materiais de origem local compõem o telhado, a porta e as janelas. O projeto híbrido envolve fabricantes locais no processo de construção, enquanto ensina habilidades operacionais em 3D que podem ser utilizadas para futuros projetos.

Impressão em 3D como pontapé para o crescimento em escala

Reprodução: Site Thinking Huts

O projeto levou sete anos para sair do papel, tanto por conta da pandemia, quanto pela busca por parceiros que pudessem levantá-lo de maneira sustentável e rápida. A Thinkin Huts se uniu com o escritório de arquitetura Defining Humanity e com a 14 Trees, especializada em impressão 3D. 

A organização vai iniciar novos projetos, tanto em Madagascar, quanto em outros países do mundo, já que a construção em 3D é menos custosa e pode abarcar materiais nativos da região, com menos desperdício. “Os últimos dois anos lançaram luz sobre a urgência de soluções inovadoras e centradas no ser humano para enfrentar os problemas mais urgentes do mundo. Estamos ansiosos para crescer à medida que atendemos à necessidade de escolas, ao mesmo tempo em que reunimos as pessoas e inspiramos a próxima geração a fazer a diferença. Este é apenas o começo“, disse a CEO e fundadora do Thinking Huts, Maggie Grout, em entrevista ao site Designboom.

“Fundei a Thinking Huts quando tinha 15 anos, depois de ficar fascinada com o potencial da tecnologia para criar soluções arquitetônicas para um mundo do bem. Minha esperança é encontrar uma solução que aumente o acesso global à educação porque ela está na raiz do empoderamento das pessoas para sair da pobreza”, finaliza Maggie.