smart house

Mercado tem potencial de 1,8 milhão de residências

Mercado potencial de smart house é grande e provedores regionais de telecomunicações podem impulsionar o setor

13 de outubro de 2021 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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O conceito de smart house (casa inteligente) muda de acordo com o ponto de vista. O tema pode envolver desde soluções simples, caso do monitoramento remoto usando câmeras de vigilância, até a gestão de eletrodomésticos via internet das coisas. Para que isso aconteça, a casa em questão precisa de, no mínimo, uma boa rede de telecomunicações. É essa infraestrutura que vai permitir a transmissão de dados e imagens a partir de câmeras ou sensores embutidos nos equipamentos domésticos. Resumindo: casa inteligente é aquela que tem algum tipo de tecnologia de automação.

Os dados atuais indicam que o Brasil teria cerca de 300 mil residências desse tipo, um número tímido, comparado com as cerca de 63,3 milhões que o país comporta. No entanto, o mercado potencial é pelo menos seis vezes maior do que o atual, segundo a Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside). A entidade estima que pelo menos 1,8 milhão de imóveis já poderia ser smart house, com algum tipo de recurso de automação. E há outro estímulo: o público brasileiro, de acordo com uma pesquisa da consultoria GFK realizada em 2015, é entusiasta do assunto.

Expansão da fibra óptica ajuda setor de smart house

O levantamento mostrou que mais de 90% dos brasileiros já sabem o que seria uma smart house e mais da metade deles (57%) consideravam que a automação residencial teria algum impacto na vida deles nos próximos cinco anos (ciclo que se fechou em 2020). E eles não estavam errados. Uma prova disso é o movimento dos chamados provedores regionais de telecomunicações, que são pequenas e médias operadoras de atuantes principalmente nos interiores do país. Hoje, elas lideram a instalação das redes ópticas na última milha, ou seja, na casa do assinante.  

Com a fibra óptica chegando nas residências, é possível instalar não só o equipamento que fornece o acesso de dados, como também é viável a oferta de novos sistemas de segurança e monitoramento remoto. Entre os mais simples estão as câmeras de segurança, mas as possibilidades podem incluir o gerenciamento remoto de funções de eletrodomésticos, entre outros. “A automação residencial é uma novidade, de certa forma, mas é uma possibilidade de negócio grande”, explica Dário Burda Júnior, diretor da Clicknet Telecom, provedor de Internet (ISP) que atua em Maracaju (MS).

O executivo foi ouvido pelo podcast Conexão InfraDigital, produzido pelos sites InfraROI e IPNews, em agosto deste ano, afirmou que o cliente final tem sede por praticidade e o provedor tem condições de identificar essa necessidade. Já Fabrício Araújo, especialista em Redes da Intelbras, destaca que a etapa mais difícil para atender esse novo mercado já foi realizada pelos provedores: levar a conectividade até a casa do cliente. “A partir daí, é questão de colocar em seu pacote de serviços as soluções de Internet das Coisas (IoT) para prover as smart houses”, concluiu.