mobilidade como servico

Mobilidade como serviço promete revolucionar transportes até 2027

Milhões de pessoas no mundo vão preferir pagar uma assinatura para usar várias modalidades de transporte e em várias cidades, mostra pesquisa

12 de outubro de 2021 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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A mobilidade urbana ganha nova forma o e MaaS (mobilidade como serviço) deve expandir, principalmente no turismo, nos próximos anos. Em resumo, trata-se de uma assinatura, que pode ser mensal, semanal, diária, pré e pós-paga ou mesmo contratada apenas para cidades ou trechos específicos. O pacote precisa ser variável, a gosto do freguês (ao menos neste início), mas ele não pode deixar de considerar a multimodalidade, ou seja, o uso de diferentes modais de transporte para que o passageiro otimize realmente a sua locomoção nos centros urbanos e não tenha surpresa com tarifas.

O modelo vem ganhando força no mundo e as assinaturas de mobilidade como serviço devem gerar US$ 53 bilhões em receitas até 2027. Agora, em 2021, a modalidade já deve alcançar faturamento de US$ 5,3 bilhões , crescimento de 900% nos próximos seis anos. Os dados são de uma pesquisa da Juniper Research.

O MaaS oferece assinatura de serviços multimodais, para que o assinante pague uma certa tarifa ou serviço único para se locomover de ponta a ponta por trem, ônibus, embarcações, automóveis e bicicletas compartilhadas. Ou por todas essas modalidades ao mesmo tempo.

Antes dos dados, mais do conceito

Os modelos de negócios, as estratégias de fornecedores e previsões para esse mercado também foram feitas pela Juniper Research, que deixa o insight para que os provedores de plataformas MaaS privilegiem assinaturas mensais e aproveitem ao máximo a emissão de bilhetes com base em contas para garantir preços mais competitivos.

As contas são cobradas por aplicativos de smartphones, travelcards e wearables, que devem estar integrados para comprovar se a viagem é elegível ao plano contratado ou não. “A emissão de bilhetes com base em conta é um pré-requisito essencial para o MaaS, visto que permite a interoperabilidade multimodal e suporta a distribuição precisa da receita entre as operadoras de transporte, sendo que ambos são essenciais para impulsionar parcerias de mobilidade e adesão das autoridades locais”, disse Adam Wears, autor do relatório a uma reportagem da Smart Cities Word.

Apesar de confirmar que as contas mensais são a chave para o sucesso do MaaS, os analistas responsáveis pela pesquisa sugerem modelos flexíveis, pelo menos até que a modalidade seja popularizada. Isso significa a oferta de viagens pré-pagas e assinaturas de curto prazo.

ESG, multimodalidade e turismo de negócios

A pesquisa destaca que as contas de MaaS exigirão avanço na digitalização das redes de transportes, algo que já está bem difundido na Europa e na Ásia-Paífico. Não por menos, a expectativa é que 85% das receita do  MaaS ocorram nessas regiões até 2027.

O relatório também prevê que os viajantes de negócios de todo o mundo usarão as plataformas MaaS para completar 25,7 milhões de viagens a trabalho anualmente até 2027. Isso porque as empresas, com os seus processos profissionais, estão sempre à procura da redução de despesas corporativas, sem comprometer a produtividade de seus executivos.

Ao avançar nesse mercado, principalmente com a garantia de receita de contratos corporativos, o relatório da Juniper Research sugere que as plataformas de MaaS enfatizem benefícios sociais e ambientais em suas ofertas, buscando as credenciais de ESG que se tornaram indispensáveis para qualquer tipo de negócios. Portanto, é de se esperar, que os transportes menos poluentes sejam privilegiados nesta nova onda do MaaS.