Em um pavilhão virtual criado durante a COP26, a UK Green Building Council apresentou dezessete projetos de construções sustentáveis no mundo, exemplificando um cenário mundial no qual é possível ter um ambiente sustentável na construção de edificações, em enfrentamento à crise climática.

“Com a COP26, o mundo está pronto para enfrentar as mudanças climáticas e o ambiente de construção tem um papel crucial nisso. Sabemos por que devemos acelerar a ação climática e construir melhor, a meta agora é mostrar como fazemos isso. Todos no planeta têm interesse em nossos edifícios e cidades e os convido a se inspirarem em Build Better Now como uma vitrine global de soluções pioneiras para as mudanças climáticas. Espero que isso apoie a indústria na criação de edifícios, lugares e cidades mais sustentáveis ​​no futuro”, disse Julie Hirigoyen, diretora-executiva do Green Building Council do Reino Unido

Sustentabilidade em comunidade brasileira é um dos destaques

Denominado Build Better Now, o painel na COP26 apresentou desde uma instalação 3D que mostra o potencial para implementar economia circular, até a Ecovila Urbana, do Instituto Favela da Paz, em São Paulo.

O projeto brasileiro destacado na COP26 é referência com ações sociais, como o Favela Card, um programa de auxílio para as famílias mais necessitadas. O Periferia Sustentável é outro destaque do projeto, e foi o primeiro do país a aplicar biodigestão dentro de uma comunidade. A tecnologia converte lixo orgânico das cozinhas das famílias em gás, retroalimentando o fogão para o preparo de novas refeições.

Ainda na cozinha, o Favela da Paz cultiva um programa de culinária, ensinando os moradores a cozinhar de forma mais saudável. Mais do que isso, o Vegearte (nome dado a esse projeto de culinária) tem como missão ensinar que a cozinha é lugar de sustentabilidade, à medida que se permite reaproveitar, ou não, os insumos de maneira eficiente.O Build Better Now trouxe também um centro cultural sueco, considerado o edifício de madeira mais alto do mundo, além do Passivhaus, construção australiana certificada como a mais alta do hemisfério sul e presente na Austrália. Um distrito de inovação de 100 hectares na Itália, mapeado digitalmente e alimentado por fontes de energia 100% renováveis, assim como o maior novo edifício de escritórios com energia positiva (que gera energia para si e ainda fornece excedente para edifícios vizinhos), na Noruega, também compuseram a lista das dezessete construções do futuro durante a COP26.