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Mulheres têm visão apurada do mercado, mostra pesquisa

Think tank Amazonita Clube realiza pesquisa com mulheres que atuam no mercado imobiliário

11 de outubro de 2021 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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O Amazonita Clube resolveu marcar o início de suas atividades com uma pesquisa exclusiva com profissionais que atuam no mercado imobiliário. A instituição se define como um think tank, que é o conceito internacional para instituições que produzem conhecimento de alto nível. O levantamento foi realizado em conjunto com o grupo Mulheres do Imobiliário, e focou na identificação das principais tendências do mercado no Brasil em 2021.

Intitulado Perspectivas do setor imobiliário em 2021, o estudo ouviu 98 profissionais atuantes no segmento – predominantemente mulheres – entre 10 e 17 de janeiro. Os resultados foram apresentados e discutidos na primeira reunião de trabalho do think tank, ocorrida em 21 de janeiro.

Dos vários temas levantados durante a pesquisa, o Amazonita Clube identificou cinco principais: Impactos da pandemia de covid-19 sobre o setor (tema recorrente para 69,2% das entrevistadas); Cenário dos juros básicos da economia e efeitos sobre o mercado (61,5%); Volume e condições de concessão de crédito imobiliário (56,7%); Taxa de desemprego e grau de confiança do consumidor (49%) e Rumos do programa Casa Verde e Amarela (41,3%).

Amazonita Clube identifica que pandemia continua no centro dos debates

Sobre a pandemia, o Amazonita Clube é claro ao avaliar que os impactos dela sobre os negócios imobiliários – fortemente sentidos ao longo de 2020 – estão ainda longe de cessar. “O tema vai estar no centro dos debates e das decisões do setor neste novo ano, mais do que qualquer outro. Ao mesmo tempo em que os efeitos são intensos, muitos deles tendem a ser ao menos parcialmente temporários, até que o cenário se estabilize e se alcance um novo equilíbrio de costumes, necessidades, demandas e oferta. Em paralelo, a agenda econômica nacional segue crucial aos rumos do mercado”, detalha o relatório produzido pelo think tank.

Ainda segundo o documento, a redução dos juros básicos da economia aos menores níveis da história nacional foi determinante para o bom desempenho do setor no período pré-pandemia e para a manutenção de um nível razoável de aquecimento durante a presente turbulência. “Indubitavelmente, isto motivou decisões de compra e investimentos mesmo em face a tantas incertezas. No segmento residencial, por exemplo, serviu de estímulo para vendas de estoques prontos e na planta, para trocas de unidades menores por maiores e também para a promoção de reformas e melhorias”, detalha.

Em termos de tendências de mercado, a pesquisa destaca cinco temas. O primeiro deles é o desenho de novos formatos de produtos imobiliários, incluindo apartamentos com espaço de home office e condomínios com áreas de co-working, além de espaços para recebimento de entregas. Esse tema foi recorrente para 76,7% das entrevistadas.

A continuidade da digitalização (58,3%) e a redução da demanda por espaços corporativos (52,4%) ocupam o segundo e terceiro lugar entre as tendências. O aumento por espaços flexíveis (co-working) e próximos às residências (51.5%) fecha o quinteto de tendências, ao lado do aumento da procura por imóveis logísticos (citado por 50,5%).