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5 tendências do morar segundo a futurista Amy Webb

A futurista preferida do Vale do Silício, Amy Webb, comenta sobre as cinco principais tendências do morar, das cidades às casas.

6 de abril de 2022 - 3 minutos de leitura

Autor: Redação

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Casa hiperconectada ou terreno no metaverso? Como iremos morar nos próximos anos? Quem traz a resposta é a futurista preferida do Vale do Silício, Amy Webb, em seu relatório anual Future Tech Trends, lançado na SXSW – o maior festival de inovação do mundo, realizado este ano em março. Com quase 700 páginas, o documento mostra quais tecnologias estão mais próximas de serem adotadas até a década seguinte e, este ano, traz algumas partes específicas sobre habitação, apontando as tendências do morar.

“Pode parecer inútil prever o futuro após algumas semanas ou meses. Mas a previsão estratégica resulta em preparativos, não em previsões. As tendências nos convidam a considerar resultados alternativos daqueles que imaginávamos anteriormente. Elas também desbloqueiam algo inestimável em cada um de nós: a capacidade de reaprender como percebemos a realidade”, disse Amy Webb no Relatório. 

Confira a seguir as cinco principais tendências do morar apontadas no Future Tech Trends:

1. Tendências do morar que unem tecnologia e sustentabilidade

Se ainda estamos nos acostumando com o conceito de casa inteligente, Amy Webb indica que já temos que nos preparar para o “Home of Things”. Ou seja, uma smart house completamente conectada a plataformas de serviços online e dotada de sistemas automatizados de temperatura, som, luz, entre outras funções, conectadas a princípios sustentáveis.

De acordo com o Future Tech Trends, a tendência é que a casa inteligente seja usada para captar o quanto o hábito dos moradores é sustentável e como se pode otimizar o uso dos recursos, tornando o espaço residencial mais sustentável. O exemplo usado é de um relógio digital de emissão de gás carbônico, que funcionaria exatamente como um relógio de luz ou de água. A tecnologia já existe em ambientes industriais e empresariais, como a Mozilla, que criou uma espécie de contador para que os consumidores que usam o seu navegador saibam qual a pegada de carbono de cada site que entram. As superfícies adaptáveis, que são um tipo de tela flexível que podem ser usadas em todo o espaço da casa, também poderão estar no futuro próximo. 

2. Casas inteligentes em prol de mais qualidade de vida e bem-estar 

Se a casa hiperconectada consegue captar os comportamentos coletivos de uso de recursos, também consegue ajudar os moradores a entenderem seus hábitos individuais. Tecnologias como sensores para entender os padrões de sono são um exemplo. Companhias como Dreem, Sunrise e Sommox já contam com esse tipo de solução. Outros exemplos são os sensores de smart kitchens, ou seja, cozinhas inteligentes, como o Nosh, que porciona a quantidade de alimentos e avisa quando os ingredientes estão acabando. Amy Webb também cita os aparelhos de exercício conectados, como as esteiras da Peloton que levam a academia para dentro da casa das pessoas. 

3. Tendências do morar também incluem o Metaverso

As iniciativas dentro do mercado imobiliário digital já são realidade, mas ainda há um espaço para crescer. Segundo Amy Webb,  a tendência é que bairros e cidades inteiras migrem para versões no metaverso, o que traz oportunidades para os “donos” de terrenos digitais. “O mercado para o real estate digital no nascente metaverso é sujeito às mesmas oportunidades e desafios do que qualquer crescimento de mercado imobiliário”, disse Amy Webb no Future Tech Trends 2022. Para ela, os espaços digitais vão vir junto com as discussões sobre identidade no metaverso. Há, ainda, a expectativa de como os governos vão responder a isso. 

4. Comunidades hiperlocais em resposta às mudanças climáticas

As mudanças climáticas vão forçar uma redistribuição da população humana pelo mundo. Com isso, as cidades como conhecemos vão mudar para se transformar em espaços como bairros (confira aqui as tendências para as cidades do futuro). “Como resultado, cientistas, pesquisadores e planejadores urbanos vão criar um novo modelo de vida: comunidades hiperlocais. Projetadas para atender às demandas e limitações do novo ambiente, essas comunidades independentes são totalmente auto suficientes. Cada necessidade é desenhada localmente – fazendas verticais cultivam plantações, biofundições sintetizam remédios e impressoras 3D produzem materiais de construção, roupas e outros bens. Não há dependência de cadeias de suprimentos externas e as viagens são naturalmente limitadas devido aos perigos representados pelo clima. Consequentemente, essas comunidades se auto-isolam e se definem em torno de sistemas de valores específicos”, comenta Webb, em um cenário projetado para o futuro distante.

5. Casa 100% sem fio

Já imaginou ter acesso à eletricidade sem fio? Empresas como a Electric Sky e a WiBiotic, bem como pesquisadores da Universidade de Stanford, já olham para a transferência de energia wireless. A partir da mesma tecnologia que permite o carregamento da bateria de celulares por indução, a inovação poderia ser aplicada da casa toda. Pesquisadores já atingiram 92% de eficiência para transmitir 10 watts de eletricidade em distâncias de até 1 metro. A inovação ainda vai permitir que as cidades tenham ruas e estradas capazes de recarregar os carros elétricos.