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Brasil tem 35 cidades que já podem receber o 5G

Algumas capitais, como São Paulo e Goiânia, ainda não resolveram questões legais para implantar 5G

13 de janeiro de 2022 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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Até o começo de dezembro de 2021, o Brasil já tinha 35 cidades que poderiam ativar a tecnologia de quinta geração de telefonia móvel (5G). Os dados são da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel) e indicam que essas localidades estão em conformidade com a legislação que regula a adoção do 5G. Assim, os municípios precisam se adequar à Lei Geral de Antenas, regulação que estabelece as diretrizes gerais de implantação de infraestrutura de redes de telecomunicações, para usufruir da tecnologia.

Algumas capitais podem atrasar o 5G

Os números do começo de dezembro indicam um salto na habilitação para a tecnologia 5G: na última semana de novembro de 2021, o total de cidades hábeis a ativar os serviços somava 28 localidades. Segundo a Abrintel, cinco capitais estavam aptas para receber a infraestrutura necessária para a instalação do 5G (Rio de Janeiro, Florianópolis, Brasília, Porto Alegre e Fortaleza) e nas outras 23 haveria algum tipo de avanço para a atualização da legislação. Dentre as capitais que ainda não se adequaram (até dezembro de 2021), as que mais preocupam, segundo a entidade, são as de São Paulo, Belo Horizonte e Goiânia.

Na lista das não habilitadas acima, os municípios ainda não chegaram a um consenso sobre a adequação de suas “leis de antenas” para receberem o 5G. Em Goiânia, inclusive, o projeto de lei que debatia o assunto foi rejeitado e a discussão voltou para a estaca zero. 

Em São Paulo há o risco de alguns bairros ficarem sem o 5G até a resolução do problema. Uma lei de 2004 referente ao tema proibia, por exemplo, a instalação de torres para antenas em ruas com menos de dez metros de largura, e há locais onde essas especificações, por questões físicas, não serão atendidas. A solução? Adequar a legislação local.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estipulou um prazo máximo de até 31 de julho de 2022 para as operadoras implantarem o 5G nas capitais. Porém, de acordo com a Abrintel, é preciso ter uma quantidade mínima de antenas para que o 5G funcione de forma adequada. 

“O 5G não vai precisar apenas de estruturas de grande porte para ser instalado. Não será preciso um grande número de construções de infraestruturas novas, isso porque, predominantemente, a antena é menor e a instalação é mais rápida. A instalação também será feita em estruturas de grande porte, mas boa parte aproveitando as grandes estruturas já instaladas para o 4G”, explicou Luciano Stutz, presidente da entidade.