Cidades flutuantes

Cidades flutuantes podem ser um caminho diante do aquecimento global?

Ilhas artificiais trazem a possibilidade de criar cidades flutuantes. Sob o nome de seasteading, tendência deve virar realidade na Coreia do Sul em 5 anos.

3 de maio de 2022 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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O impacto das mudanças climáticas estão transformando a forma como a água é vista nas cidades. Enquanto para alguns aprender com a natureza ou planejar os espaços a partir de sua dinâmica natural, como no caso das cidades esponjas, é o ideal, outros acreditam que parte da solução está em aprender a viver sobre a água. Sim, as ilhas artificiais ou “cidades flutuantes” são um dos caminhos cogitados para o espaço urbano do futuro.

Foi a partir desse conceito que um grupo de designers, arquitetos e engenheiros colaborou com a Organização das Nações Unidas (ONU) para projetar uma cidade flutuante que utilizasse menos recursos naturais e fosse mais sustentável do que as comunidades do interior. O ideal, dizem os projetistas, seria que seu conceito se mostrasse resistente à elevação potencial do nível do mar.

A cidade flutuante da Coreia do Sul

A Oceanix, empresa privada por trás de um dos projetos, planeja um protótipo em Busan, uma cidade portuária na Coréia do Sul, que deve ser replicado em outras cidades portuárias. De acordo com os planos do cofundador Itai Madamombe, a cidade flutuante deve ser inaugurada em cinco anos e acomodará, em um primeiro momento, cerca de 1 mil moradores, podendo chegar a 10 mil habitantes. 

Outros projetos, como o de Cingapura e da Holanda, levam grandes estruturas flutuantes para fazer com que as comunidades se adaptem à mudança do nível dos mares. 

Seasteading, cidades flutuantes serão o futuro das cidades?

A prática das ilhas artificiais já tem até nome no mundo das tendências tecnológicas: seasteading. Algumas propostas incluem apenas navios de cruzeiros modificados. Mas o Seasteading Institute quer ir além. O objetivo é criar um grupo de comunidades autônomas no oceano, tanto que eles já operam dentro de “Oito Grandes Imperativos Morais”.  

Ilha anexa

A ideia é que as comunidades flutuantes não substituam as cidades portuárias, mas que sejam complementares a elas. As ilhas estão sendo construídas a menos de um quilômetro da costa, sendo possível para as pessoas se movimentarem, caso precisem. No entanto, elas já forneceriam uma ampla infraestrutura, inclusive, com teatros e academias.