Cidades coloridas deixam pessoas mais felizes, diz estudo

Além de cidades mais coloridas, vegetação e cores tornam vida urbana mais prazerosa, mostram pesquisadores franceses.

22 de julho de 2022 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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O que faz uma cidade ser prazerosa? De acordo com pesquisadores franceses, a resposta está nas cores… e no cenário verde. As pessoas andam mais devagar em cidades coloridas e ficam mais calmas quando o espaço tem mais vegetação.

Utilizando um headset de realidade virtual, pesquisadores da Universidade de Lille, na França, analisaram como voluntários reagiram a variações de paisagem urbana. Os 36 participantes caminharam no local em um laboratório usando um headset VR com rastreadores oculares. Pelo caminho, os pesquisadores ajustaram os arredores, adicionando combinações de vegetação, bem como cores amarela e rosa brilhantes e padrões angulares contrastantes.

Cidades coloridas e instigantes

Além dos pesquisadores terem descoberto que as pessoas andam mais devagar quando a rua é mais colorida e cheia de vegetação, eles perceberam que os usuários ficaram mais curiosos e alertas para padrões com cores no chão. A partir da análise do olhar e da quantidade de vezes que as pessoas piscam ao observar um cenário, eles conseguiram entender quais aspectos da rua chamam mais atenção dos usuários.

Em entrevista ao The Guardian, Yvonne Delevoye-Turrell, professora de psicologia cognitiva da universidade e principal autora do estudo, explicou que os resultados demonstraram que a experiência urbana se tornou mais prazerosa quando o espaço urbano era menos denso e com menos concreto.

É bom para a moral (urbana)

A pesquisa, publicada na Frontiers in Virtual Reality sugere que fazer alguns pequenos ajustes na cidade, como placas mais coloridas e arte nas paredes,  aumenta a “moral” dos cidadãos. E isso pode ser percebido até mesmo quando as pessoas os experimentam por meio da realidade virtual. “Achamos que as variações no comportamento humano obtidas na realidade virtual podem prever as mudanças que seriam obtidas nos ambientes naturais”, disse Delevoye-Turrell.