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Construtora lança apartamento no metaverso

Espaço replica o imóvel no meio digital e pode reduzir custos do setor.

6 de julho de 2022 - 2 minutos de leitura

Autor: Redação

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A incorporadora paulistana Habitram lançou um apartamento no metaverso – um ambiente virtual que une os espaços físico e digital: uma mistura de realidade aumentada, virtual e internet. 

Aberta à visitação, a criação inovadora no setor foi feita com o objetivo de mostrar um apartamento localizado na Vila Mariana como um complemento do espaço físico decorado. No estande de vendas, a pessoa pode ter a experiência de como o ambiente decorado funciona por meio de um óculos de realidade virtual. Assim, é possível também olhar detalhes da decoração, da planta e ter a sensação de estar naquele ambiente (e em diferentes estações).

Apartamento no metaverso: do digital para o físico

O mercado imobiliário pode ser remodelado pelo metaverso, já que a tecnologia pode replicar a realidade por meio de dispositivos digitais. Na Coreia do Sul, imóveis já são completamente vendidos no metaverso. Em outros países, há pessoas comprando terrenos apenas no espaço virtual

No caso da Habritam, a visitação do apartamento já existe, mas de maneira virtual. O que, segundo o CEO da companhia Tony Shayo, faz a diferença, já que o metaverso dá um componente mais realista ao ambiente decorado. “É possível olhar para cima, para baixo, dar passos e até colocar um filme na TV”, disse o executivo em entrevista à Exame.

“Vamos incluir ambientes como portaria, salão de festas, piscina e academia. Queremos até que a sala de imersão exale cheiros para ampliar a imersão”, disse Shayo. A companhia quer expandir o uso da tecnologia e, em algum momento, torná-la padrão para as visitas de novos espaços.

Popularidade fora do metaverso

O tour virtual já surtiu efeito na vida real. Segundo a companhia, o estande teve 50% mais visitas do que o registrado anteriormente. A estratégia também ajuda a cortar gastos para a incorporadora.

De acordo com Shayo, haverá redução de 1% dos gastos previstos para marketing, que correspondem a 4% do valor geral de vendas do empreendimento. Ou seja, o que antes custava 1,5% do orçamento para marketing passará a custar 0,5%, calculou Shayo. “Passamos agora por um momento muito difícil do mercado, com alta de juros e explosão de custos da obra. Não estamos conseguindo repassar todos esses aumentos para os compradores. Portanto, toda redução de custos é bem-vinda.”