No último biênio, 66 empresas foram reconhecidas pela adoção de práticas íntegras de combate à corrupção e receberam o selo Pró-Ética. São empresas de vários segmentos de mercado, que no geral mostraram como é possível desenvolver negócios ao mesmo tempo em que se reforça a governança. A importância do feito fica explicada pelos preceitos do ESG e a dimensão global do tema, mas esta edição do Pró-Ética trouxe um novo destaque, ao conferir o selo pela primeira vez a uma empresa do setor de construção e incorporação imobiliária.

Não por menos, a selecionada MRV comemorou o resultado, o atrelando a ações de governança, como o estabelecimento de um programa de integridade, que vem tomando nos últimos tempos.

Em comunicado à imprensa, a empresa também destacou uma série de compromissos voluntários que assumiu com entidades, com o intuito de melhorar a base de informações para tornar as suas condutas cada vez mais íntegras, com transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa.

Recentemente, a MRV também aderiu ao Movimento pela Integridade do Setor de Engenharia e Construção (Misec), reforçando essa frente de atuação. “Ao aderir a essas ações globais e, sobretudo, obter reconhecimento pelas nossas iniciativas, a MRV reforça o compromisso com a cultura ética da organização e com a defesa da concorrência leal para gerar novas oportunidades de negócios em bases sustentáveis, que são valores balizadores das nossas tomadas de decisão”, disse Eduardo Fischer, CEO da companhia.

No final deste ano, a empresa ainda foi reconhecida como a melhor do país na dimensão Governança Corporativa, do Anuário Época Negócios 360°. Essa disputa envolveu mais de 2 mil companhias.

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Selo Pró-Ética e governança

O selo Pró-Ética é conferido há mais de uma década, com coordenação da Controladoria-Geral da União (CGU) e o Instituto Ethos. A ideia do programa é incentivar a integridade e a prevenção da corrupção nas empresas, algo que se tornou latente no universo da construção civil, dados os acontecimentos jurídicos da última década.

A seleção é feita por um comitê, formado por representantes da CGU e do Instituto Ethos, além de outras instituições convidadas como a Febraban, o Sebrae, a Apex Brasil, o Ibracon e a CNI.